Pipeta: Tipos, Usos e Modelos para Laboratório

Pipeta: Tipos, Usos e Modelos para Laboratório

Introdução

A pipeta de laboratório é um dos instrumentos mais importantes em química, biologia, bioquímica, análises clínicas, farmacologia e pesquisa molecular. Seja graduada, volumétrica, Pasteur ou micropipeta, ela está entre as vidrarias e equipamentos mais buscados no Google — junto de provetas, buretas, erlenmeyers e becker — devido ao seu papel central na medição precisa de volumes.

Este guia completo explica o que é, para que serve, os tipos, como escolher e como usar corretamente cada tipo de pipeta.

 1. O que são pipetas?

Pipetas são instrumentos de medição usados para aspirar e dispensar volumes definidos de líquidos com precisão controlada.

Tipos de pipetas incluem:

  • Pipetas graduadas (vidro ou plástico)
  • Pipetas volumétricas (vidro, altíssima precisão)
  • Micropipetas automáticas (µL)
  • Pipetas Pasteur (vidro ou plástico, transferência simples)

Os volumes variam de microlitros (µL) a mililitros (mL).

2. Para que servem as pipetas?

  • Medir volumes com precisão (análises quantitativas)
  • Transferir volumes previamente determinados
  • Preparar soluções com concentração exata
  • Realizar ensaios de alta precisão:
  • Processos analíticos que exigem reprodutibilidade

Pipetas são mais precisas que provetas e becker, e complementam instrumentos como buretas, micropipetas e balões volumétricos.

3. Principais tipos de pipetas

A) Pipeta Volumétrica (pipeta de “bulbo”)

  • Mede um único volume com altíssima exatidão
  • Usada para soluções padrão e análises quantitativas
  • Nova leitura a cada uso
  • Requer pera de sucção ou pipetador

B) Pipeta Graduada

  • Possui escala ao longo do corpo
  • Permite vários volumes
  • Mais versátil que a volumétrica
  • Precisão intermediária
  • Pode ser de vidro ou PP

C) Micropipetas Automáticas

  • Volumes entre 0,1 µL e 1000 µL
  • Usadas em biologia molecular, genética e análises clínicas
  • Tipos: monocanal, multicanal, deslocamento positivo
  • Necessitam ponteiras descartáveis

D) Pipeta Pasteur

  • Vidro ou plástico
  • Uso simples, sem necessidade de precisão
  • Ideal para transferências rápidas
  • Muito usada em preparo de amostras e rotinas gerais

4. Características importantes

  • Podem ser feitas de vidro borossilicato, PP/PE ou metal (micropipetas)
  • Faixa de volume:
    • µL → micropipetas
    • mL → graduadas e volumétricas
  • Modelos exigem acessórios:
    • Peras de sucção
    • Pipetadores eletrônicos
    • Ponteiras filtradas
  • Alta sensibilidade → erros de pipetagem afetam toda a análise

5. Comparativo entre os tipos de pipetas

Tipo Volume Vantagens Limitações  Aplicações
Volumétrica Fixo (mL) Altíssima exatidão Não é versátil Soluções padrão
Graduada Variável (mL) Versátil Menos precisa Química geral
Micropipeta µL Extremamente precisa Custo maior PCR, ELISA
Pasteur Aproximado Prática e barata Sem precisão Transferências

 

6. Boas práticas de uso

  • Calibrar micropipetas a cada 3–6 meses
  • Pipetar na vertical
  • Usar ponteiras corretas e compatíveis
  • Aspirar/dispensar lentamente
  • Evitar contaminação do êmbolo
  • Usar ponteiras filtradas para:
    • DNA/RNA
    • soluções corrosivas
    • amostras voláteis

7. Perguntas frequentes (FAQ)

📌 Qual pipeta é a mais precisa?

A pipeta volumétrica (mL) e a micropipeta (µL) são as mais precisas.

📌 Pipeta graduada substitui volumétrica?

Para precisão rigorosa, não. Graduada é aproximada.

📌 Posso autoclavar micropipetas?

Algumas partes, sim (modelos autoclaváveis). Consulte o fabricante.

📌 A pipeta Pasteur mede volume?

Não. Ela só transfere líquidos.

8. Glossário

  • Pera de sucção: acessório para aspirar líquidos em pipetas de vidro.
  • Menisco: superfície curva do líquido usada para leitura.
  • Pipetador automático: equipamento que acopla pipetas de vidro ou plástico.
  • Deslocamento positivo: sistema que evita evaporação, ideal para líquidos viscosos.

9. Produtos recomendados

Encontre pipetas de diferentes modelos no Mercado da Ciência:

10. Autoria

Conteúdo elaborado por especialistas do Mercado da Ciência, com experiência prática em laboratório.

 

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